sábado, 22 de novembro de 2008

Digital x Analógico

Ontem visitamos os labóratórios de cinecittà, tanto o laboratório de revelação e cópia quanto o digital. Fiquei impressionadíssima com o que se consegue fazer hoje em dia com o digital, coisas que eu não tinha a menor idéia. Mas, tanto o professor quanto o técnico do laborátorio digital falaram e repetiram: a qualidade que proporciona a película ainda é bem melhor. Eu sempre fui muito tradicionalista, tanto pra fotografia still quanto pra cinema. Porém, devo confessar que me empolguei com a minha nova máquina digital... Por mais que o digital transforme todo o processo artesanal de revelação e copiagem em uma simples sentada na frente do computador, as vantagens deste processo são inquestionáveis. O preço é infinitamente mais vantajoso do que a película, a manipulação de imagens só é possível graças a digitalização, e a rapidez no processo de pós-produção, muito necessária numa indústria como a americana, também deixa a película a ver navios. Isso sem contar os processos de restauração que, além de terem se tornado mais baratos e mais rápidos, tem possibilitado gerar um novo negativo de filmes que antigamente estariam perdidos. Então porque continuamos a investir na película? Assim como tudo que é bom demais, os contras também falam alto. A qualidade da imagem é bem menor do que no suporte analógico, sem contar os problemas de "efeito chapado" da imagem, causado pela falta de sensação de tridimensionalidade, a irrealidade das cores, os problemas de movimentos e baixa latitude (altas e baixas luzes estouradas). Fotograficamente falando, pois é nessa parte que estão todos os problemas do digital, as gamas e diferentes nuances de cores e cinzas (no caso do p/b) e informações nas altas e baixas luzes só são possíveis na película, o que torna o digital um meio econômico e prático, mas muito inferior a mesma. O que não deve ser um obstáculo para utilizar este suporte, pois a arte deve ser feita independentemente do método que se utilize para fazê-la, afinal, é isso o que importa.

1 comentários:

Felipe disse...

Simplificando todo um raciocínio, penso o seguinte: quero assistir filmes em película, mas fazer em digital. Hehehe