Acabei de assistir a mais recente bobagem norte americana: o recém lançado filme He's just not that into you, que graças a Deus baixei da internet e assim economizei uns 5 euros, pois meio que já previa a desgraça... Mas o elenco me deixou muito curiosa, conseguiram juntar Scarlett Johansson, Jennifer Connely, Drew Barrymore, Ben Affleck e por ai vai... O filme, baseado num bestseller escrito pelos escritores de Sex and the City, tenta ser um manual de auto-ajuda visual mais do que uma obra cinamatográfica. Ou seja, tentam explicar porque os homens são como são e porque as mulheres se iludem. O interessante é que o filme mostra a mudança que está ocorrendo no quesito relacionamento: já não são os homens que vem atrás, telefonam, mandam flores... Agora são eles que escolhem, que dizem sim ou não, que julgam e são as mulheres as desesperadas que ficam a noite toda grudadas no telefone. De uma certa maneira, até que não tá tão errado assim, temos que dar vez aos coitados homens também... Mas na minha opinião, a coisa mudou sim, porém o exagero retratado no filme deixa a coisa tão superficial e vulgar que simplesmente não da pra acreditar.
A moral do filme é a seguinte: todos os homens são escrotos e todas as mulheres são desesperadas e a vida é assim, deal with it. Tenho um milhão de críticas a respeito... 1. Odeio generalização, e, até agora, conheço muito mais mulheres escrotas do que homens... 2. Ainda acho que essa coisa de mulheres quarentonas desesperadas muito americana, o que me leva a pensar que o problema das mulheres estarem enlouquecidas e os homens serem escrotos é puramente CULTURAL, e muito mais relacionado a cultura americana do que a de outros países que ainda possuem tradições familiares, como a Itália por exemplo. 3. Se as mulheres se iludem ainda com o príncipe encantado, é porque os veículos de comunicação são os responsáveis por criar esta ilusão, ou seja, o cinema, a tv, a literatura...
A questão é que a exceção à regra na vida real é exatamente a regra criada por essas mídias. Segundo o que crescemos vendo e lendo, ninguém é feliz sozinho e todo mundo vive um grande amor na vida. Eu sou bem cética quanto a isso, acho que até poderia funcionar há 50 anos atrás, mas com o crescimento do individualismo, das amizades e do sexo virtual e da desvalorização da família, cada vez mais as pessoas estão se afastando do príncipe encantado. E o problema é que ele continua presente no cinema e na tv, criando falsas expectativas, o que leva todo mundo pras estantes de auto ajuda das livrarias e pra este tipo de filme que pretende ser "o amor nos dias de hoje"... O que as pessoas tem que fazer é ir pras estantes de literatura, poesia e guias de viagens das livrarias e fechar um pouco o notebook. Uau, aí está a vida real. E nela existem vários príncipes encantados, que muitas vezes não são perfeitos como nos filmes, mas pelo menos não são virtuais...
1 comentários:
Nem me fale... Quanto sofrimento em busca da minha princesa encantada!! rsrsrs
Postar um comentário