segunda-feira, 30 de março de 2009

Você tem dançado ultimamente?


Semana passada eu fui até uma pizzaria perto da casa da minha irmã. E enquanto esperava meu pedido ficar pronto, eu fiquei olhando para a rua. E do outro lado da rua da pizzaria há uma academia de dança.

E eu fiquei olhando as pessoas dançarem.
Naquele instante, eu me lembrei da ultima vez em que eu fui dançar.
Não estou dizendo dançar musica eletrônica ou rock and roll.

Dançar colado com a parceira, deslizando pela pista de dança, ouvindo uma boa banda.

Aparentemente o habito de dançar se tornou uma coisa esquecida no país. Afinal, quando pensamos em bailes dançantes vem a nossa cabeça os famosos bailes da terceira idade.

Lógico que não podemos esquecer os dançarinos de forro e outros estilos bregas de musica que ainda proporcionam um motivo para se “atracar” a seu parceiro no meio do salão.

Mas o que eu quero dizer aqui é dançar ao som de uma musica de Glen Miller, executado por uma banda com naipe de metais, cruner e tudo mais que se tem direito.

Eu particularmente eu sou um apaixonado por dança.

Quando morava em Taubaté, havia boate que de quarta-feira, tinha o “baile da saudade”, onde sempre uma banda tocava para os dançarinos da cidade.

E eu era uma figurinha carimbada lá. Tanto que a ultima vez que fui lá foi com uma ex namorada. Ela me falou que nunca tinha ido ao baile e que gostaria de ir.
Fomos e passamos a noite no salão.



Em São Paulo ainda existem bons lugares onde se pode dançar e aproveitar momentos deliciosos. O mais famoso é sem duvida o Cartola Clube, na esquina da Brigadeiro com a Paulista. Quem puder ir eu recomendo.

Voltando ao assunto. Fiquei feliz ao ver várias pessoas jovens na academia de dança perto da pizzaria. Rapazes, moças e (logicamente) alguns senhores e senhoras com mais idade. Mas o importante foi ver que o habito da dança ainda não acabou.





No cinema, temos vários filmes que falam sobre dança de salão. E acho que um merece destaque: VEM DANÇAR COMIGO (STRICTLY BALLROOM), do diretor australiano Baz Luhrmann.

Ele também é o diretor dos filmes ROMEU+JULIETA e MOULIN ROUGE.

Os três filmes fazem parte de uma trilogia que fala sobre o amor através da dança (VEM DANÇAR COMIGO), poesia (ROMEU+JULIETA) e canto (MOULIN ROUGE).


Recomendo os três, apesar de achar que ROMEU+JULIETA é o mais fraco dos três.

Bom, eu admito que faz tempo que não danço.

E você? Tem ido dançar ultimamente.

sábado, 14 de março de 2009

Deus agora é capitalista - parte 2

Desilusão total!! Hoje, ao entrar no Duomo di Napoli, me deparei com as benditas velinhas artificiais no interior de uma das capelas... Tirei foto e to postando aqui, pois ainda continuo indignada com a modernização de duomos pela Europa que nada tem a ver com luzinhas de Natal... Pelo menos na Itália só está escrito "offerte" embaixo das velas, acho que aqui Deus ainda zela pelos pobres... Mas se vc não colocar nem uma moedinha, nada de velinha acesa...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Deus agora é capitalista...

Esqueci de contar de uma das coisas mais estranhas que vi em Barcelona: ao entrar na catedral Seu, que fica no bairro gótico da cidade e é uma das mais lindas catedrais que já vi, me deparei com aquelas velinhas, que acendemos quando se faz uma prece e, se quisermos, também podemos dar uma contribuição em dinheiro, que se coloca numa caixinha embaixo deste lugar onde ficam as velas. Pois bem, pelo menos eu achava que ia ser como aqui na Itália, onde existem várias velas de verdade e você pega um bastãozinho de madeira e acende uma... Mas em Barcelona, a coisa já ta modernizada: as velas são de mentira, e ficam dentro de uma caixa de vidro. Você deposita 1 euro e uma vela se acende. Ou seja, acende uma luzinha tipo dessas de árvore de Natal!! E tem a seguinte inscrição na caixinha: "Deposite 1 euro para acender uma vela e ganhar uma benção de Deus". Quer dizer que se eu for pobre Deus não vai me abençoar? Desde quando ele se tornou capitalista? As coisas estão realmente cada vez mais absurdas neste mundo... E o pior é que ninguém vê.

Ana Cristina Barcelona

Woody Allen tem sempre razão!! Algo me dizia que eu deveria ir pra Barcelona e no segundo dia que eu estava lá, saindo do metrô Plaça Catalunya, avisto alguém familiar... Me viro pra ver e, do lado oposto ao meu, descendo a escada rolante do metrô, está o diretor Fernando Meirelles. Imaginem a cena de cinema: desci a escada que nem louca e parei no meio da estação, tentando entender pra onde ele tinha ido. Lá tinham 4 passagens diferentes: uma saída para Las Ramblas, uma pro metrô, uma pra ferrovia e a da qual estávamos vindo. Ou seja: eu tinha 3 opções. Achei q ele tinha ido em direção ao metrô e acertei, lá estava ele tentando entender como se comprava bilhetes na maquininha... Como todas estas maquininhas são iguais na Europa, eu já tava careca de saber e fui lá toda alegre ajudar... Expliquei que era fotógrafa e morava em Roma, e disse pra ele que ainda fotografaria um filme seu e ele me responde "Será um prazer" e tira da carteira um cartão com o endereço de seu email pessoal... Demais! Só espero que ele me responda quando eu escrever... Enfim, tirando o episódio Meirelles, o resto da viagem foi bem prevísivel, pois eu já previa que ia amar Barcelona. O único problema é aquela língua bizarra, que não é espanhol, não é francês e não é português, é tudo misturado, mas puxa mais pro francês na minha opinião... De espanhol não tem nada, o que a torna bem mais agradável pelo menos para mim... Amei todos os prédios de Gaudí, principalmente La Pedrera, que dentro é incrível. Não curti muito o parque Guell, achei meio uma Disney de mosaico, tem até um castelinho a la Cinderela... Claro, tem umas partes bonitas, mas no geral é o trabalho menos interessante de Gaudí principalmente porque arquitetonicamente não tem nada de especial. Mas a vista lá de cima é lindíssima. Barcelona também tem um ar meio americano: tem Starbucks pra todo lado, Pizza Hut, KFC, Burger King e Dunkin' Donuts... Na Itália é difícil até achar um McDonald's... Achei super interessante também o teleférico que te leva até o castelo, onde se vê toda a cidade... Viagem maravilhosa, país maravilhoso, agora falta eu dar uma passada em Madrid pra ver os Goyas no Museu do Prado... Ah, mais um ponto positivo pra Barcelona: lá não tem tourada, eles não gostam! Fiquei feliz de saber disso, me fez gostar ainda mais de lá. Olé!!

terça-feira, 3 de março de 2009

Futebol e Cinema



Esporte e cinema são duas paixões que movem as pessoas pelo mundo inteiro.

Estréias são aguardadas com filas nas bilheterias; milhões de dólares são consumidos em produtos relacionados a cinema: brinquedos, camisetas, pôsteres, livros e tudo que possa ser colocado nas lojas.

No esporte é a mesma coisa: camisas, chuteiras, bolas e tudo que possa servir de lembrança do time do coração.

Nos Estados Unidos, cinema e esporte caminham juntos. Vários filmes sobre esportes e esportistas são lançados anualmente.

Tirando as produções horríveis (que são várias), podemos destacar alguns filmes bons como exemplo: Tony Lee Jones fez a biografia da conturbada figura do beisebol Cobb em Cobb – A Lenda; Oliver Stone dirigiu Um Domingo Qualquer, sobre os bastidores e a vida dos atletas de um time de futebol americano; Donaldo Sutherland participou do filme Prova de Fogo, que contou a história de Steve Prefontaine e de seu técnico Bill Bowerman (interpretado por Sutherland), que conta a história do corredor de média e longa distância que morreu em um acidente de carro aos 24 anos, em 1975. Como curiosidade, vale a nota: o técnico Bill Bowerman acabou se tornando um dos criadores da Nike. E o papel no filme acabou valendo uma indicação ao Globo de Ouro para Donald Sutherland.

Estes são apenas alguns dos filmes que podemos destacar sobre esportes que são produzidos em Hollywood.

Aqui no Brasil as coisas ainda estão devagar nesse assunto.

O esporte mais praticado no mundo é paixão aqui: o futebol.

Essa paixão movimenta quase tudo no país: muda horário de novela, movimenta milhões de reais, gera briga em casamento, é o sonho de todo garoto e é até assunto no discurso do Presidente da Republica.

Mas parece que o cinema nacional ainda não soube explorar essa paixão.

São poucas as produções que retratam isso. E a sua maior parte são documentários. A Batalha dos Aflitos, que retrata a volta do Grêmio para a Série A do Campeonato Brasileiro em 2005 é o melhor exemplo. Mas é um documentário.

A ficção ainda passa longe das telas. Bem longe. As produções são raras e muitas são de péssima qualidade.

Boleiros – Era Uma Vez no Futebol é o melhor filme sobre o esporte que já saiu. Uma raridade no cinema brasileiro. Com um enredo simples, alguns amigos e uma mesa de bar, ele conta várias histórias sobre o esporte bretão. O elenco também é de peso e as histórias contadas no filme são engraçadas e emocionantes. Ugo Giorgetti infelizmente perdeu a mão na sequência Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos.

E agora, no mês que vem será lançado Fiel – O Filme.





O documentário irá mostrar a paixão que a torcida do Corinthians mostrou pelo seu time em seu momento mais negro: a queda em 2007 e a volta à elite do futebol brasileiro em 2008. Um projeto que tem a sua frente o escritor Marcelo Rubens Paiva e o apresentador Serginho Groisman.

Se somente a torcida do Corinthians for ao cinema ver o filme, ele será o campeão de bilheteria deste ano.

Não quero discutir aqui se o futebol é arte ou não (para mim é). Mas sim dizer que podemos juntar essas duas paixões em um só campo, em uma só tela.

A maior parte do povo brasileiro já descobriu essa paixão chamada futebol.

Agora só falta o cinema descobrir.